Sonhos e Lendas

Há um novo amanhecer
Onde as flores, ainda orvalhadas,
Sopram os beijos da Deusa
Ainda que você não queira,
Ainda que você não veja.

Os ventos do norte anunciam a chuva
Leve, mansa, que se desmancha sobre as montanhas
Ao longe, bem onde a visão estendida alcança
E o verde é belo e forte!
Ainda que você não o sinta!
Ainda que não o toque!

Essa terra de onde brota a vida
E que se ilumina à noite com a lua cheia
Tranquila como os lagos longínquos
É o corpo da Deusa. É a existência
É a essência do sublime.

Tenha firme em seu pensamento
Que nada existe sozinho
Mas, dentro de um conjunto
Vivo, pulsante, que de efêmero só tem a aparência.

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Rosa do Deserto

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Quando a última gota de vinho foi saboreada, às vinte e três horas e quarenta e dois minutos, a campainha tocou repentinamente.
O som alto quebrou o silencio angustiante que naquela hora imperava, e a alma do rapaz sentado com os olhos fitados no horizonte avistando a janela, quase saltou de susto.

Não era costume a visita de alguém naquele horário. Assim, Augusto não fazia a menor noção de quem poderia lhe incomodar naquele momento, já exausto pelo fim do dia, após intenso trabalho.

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Simbiose

O que eu percorro neste espaço
Que já não existe e se descolore?
Barulhos e vozes se esmaecem em torno de mim
Meus amigos, não os reconheço
E esta é uma jornada quase individual
É quase final…é quase começo…ou meados…
De um rumo ainda embrumecido.
Convide-me para mais um gole
Da loucura que se arrima na expectativa que sobrevém
Aninhado, que seja, em um otimismo especial
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