Dos Desejos e Realidade

existir

O que eu faço para ser feliz
No lugar onde eu quiser
Cortando o cabelo ou com ele comprido
E me ser permitido
A aurora boreal conhecer?

O que brota do amanhecer
Ainda é um brilho encardido
Mas eu quero ser o cupido
Da nova era, para transparecer
Nessa vida, algo bem explêndido
Rosnando de tanta inquietude,
Parturiente, inflado, amiúde
Soprando aquele inverno translúcido
Que a lua exala ao aparecer.

Pode um dia se saber
Que eu desejei ter tudo
Porém, o que não me consola
É o temor de perder os sonhos
Que são meu mundo.

Porque a liberdade existe bem aí,
Onde se permite:
“No vagar das horas que alguém nos tirar,
Façamos delas nosso alpiste”.