Niilismo

niilimos

Às vezes a alma se recolhe
Como que minúscula e curvada sobre si
Empobrecida das novas morais
Adormecida, a certo ponto, do existir.

Conquanto as leis não lhe perturbem
O vácuo atravessado do futuro sobrevém
Mas, pra que antever o nada
Se a jornada, por ela, não se mantém?

O ponto cego do destino
Ilustre, sonâmbulo, ilusório…
Satisfaz os nobres esperançosos.

Mas o niilista compulsório
Incrédulo de cada passo e caminho
Infecta, d’a alma todos os sonhos.