Das Noites Mortas

O que será que brota
Desta misteriosa noite
De intensa lua e silêncio
Polindo os sonhos distantes
Que um tempo atrás eu supus?

A visão rarefeita da realidade
Maquiada, ainda, de pensamentos juvenis
Se chocam com esses cinzentos passos
Do cotidiano sisudo
Que eu nunca quis.

Praguejando, as minhas horas diferem
Das horas marcadas no relógio
Às vezes, salto vorazmente
Em outras, me demoro.

E à noite, principalmente
Que tem seu véu longo estendido
Quando penso que estou em seu início
Rompe-se logo a madrugada
A lua escorrega-se facilmente
Sinto, em meu tempo, uma navalhada.

Passa-se, então, mais uma noite vã
Que de tanta infertilidade, se fez morta
Pairando o torpor à minha porta
Quem sabe, a ele, seja eu anfitriã…

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