Dessa Era Estranha e Crua

fios

Meu povo é tão distante
E o vazio continua latente
Talvez o que a gente sente
Seja mesmo tão diferente.

A graça da vida às vezes esmaece.
Procuro o fino brilhante
Sobre o qual ouvi cantarem
Mas, o amor perdeu seu rebanho
Cedendo a algum tipo de chantagem
Dessa era de tecnologia esquizofrênica
Que deixa esses meninos tão sozinhos:
Eles procuram nas coisas artificiais
A simulação perfeita de sonhos
Que me parecem tão banais.

Meu povo permanece tão distante
E o vazio reside aqui, latente
Talvez o que a gente sente
Seja cada vez mais diferente.

Mas não difere assim nosso temor
Quando a noite subsiste
Encarando a vida triste
No retorno do labor…

E nosso filho ainda não chegou
Da rua perigosa e escura
Assim como pulsa o sangue morno
Também pulsa o olhar materno aflito

-Libera esse nosso grito
Aqui, preso na garganta
Porque todo pássaro que canta
É sinônimo de liberdade
Ainda que da brevidade
Lhe seja tão prisioneiro

Sim, meu povo está cada vez mais distante
Mais enlaçado em virtuais correntes
Mas, no fundo, sinto que a gente
Não é assim tão diferente.

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