Dos Sentimentos que Vêm e(m) Vão

flor

Quem me destinou esta tristeza,
Áspera e amarga,
Que impacta minha garganta?
Quem a deixou passar pela porta da minha jovem idade?

Qual dos meus “eus” fracassou
E em que ponto?
Não era astúcia o que eu via e desejava?
Não era, por ventura,
Um verde vivo, um lago
E pássaros assobiando
O que em minha volta existia?

Por que o pássaro agora está enjaulado?
Por que não vê a luz do sol?
Por que suas marcas de cansaço aparecem
E as lágrimas não esgotam a fonte?

Era também ternura e felicidade o que encantava
Enquanto ainda se acreditava no mundo colorido.

Mas é que as coisas foram mudando…
As estações perderam o sentido…
As novéis conquistas férteis
Possuem efeito tão efêmero.

E o sentimento?
E a acreditação?
A força…onde estão?

O que ora se busca,
Outrora esteve tão perto.

Ou talvez não…

Era apenas uma inocência em vão
Carregada de ilusão.

Ainda assim, era feliz.

 

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