O Que nós Temos

A vida escorreita faz certas manobras
No espaço e tempo
Em laços famintos
De relacionamentos

Faz aqueles momentos
Que ensejam lágrimas de felicidade
E elas se derramam mais ainda
Quando nos damos conta
De que o que queríamos de verdade
Era que o tempo parasse ali…
Ou que se repetisse conforme a vontade…
Porém, somos impulsionados:
Adiante, sempre!
Pra frente!

Eis que tenho medo do tempo
E de toda a sua grandiosa liberdade.
Porque o tempo é o deus mais cruel que existe
É tão grande a sua maldade
Que ele não se curva
Não sente piedade de quem quer que seja.

Talvez seja por isso o mais justo
Porque não discrimina
Mas também não avisa pra ter coragem
Somente acontece.
E quem não se adapta, padece…
Em uma fina camada de ferrugem.

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3 comentários sobre “O Que nós Temos

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