Em Tom de Ironia Convulsa

À espera da estrela cadente
Na espreita derradeira do amor ardente
Em primeira destreza que um rumor sente
Com a luz da ribeira estonteante

Como que breve, o fulgor cintilante
Brutalmente assassina a roseira
Do “quebrante” ao louvor de primeira
Em escorreito lumiar escaldante

O humor protagoniza a maneira
Do abraço apertado que ele sente
Ou é puríssimo o artesanato de madeira
Ou é certo que em algum ponto ele mente

Esperando o enovelar que se assiste
Tão breve,  útil rudemente
Ainda, quiçá, meu amante
Quem me dera aqui a mim rente…

Mas se distante se propõe a vagar
No deserto que reluz humildemente
Foi puro egoísmo do teu olhar
E aqui jaz meu precioso diamante…

…Longe e de mim quedante
Astuto e forasteiro do abraço sincero
Tu nunca mais serás meu parceiro.
E vagarás pelo inferno de Dante!

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