Niilismo

niilimos

Às vezes a alma se recolhe
Como que minúscula e curvada sobre si
Empobrecida das novas morais
Adormecida, a certo ponto, do existir.

Conquanto as leis não lhe perturbem
O vácuo atravessado do futuro sobrevém
Mas, pra que antever o nada
Se a jornada, por ela, não se mantém?

O ponto cego do destino
Ilustre, sonâmbulo, ilusório…
Satisfaz os nobres esperançosos.

Mas o niilista compulsório
Incrédulo de cada passo e caminho
Infecta, d’a alma todos os sonhos.

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3 comentários sobre “Niilismo

  1. Obrigada pelo comentário, Lunna. O propósito dela é esse mesmo, e como identificação do ser, em algum momento da existência, com seus ideais e propósitos, mesmo diante do “vazio” a que estamos submetidos. Grande abraço!!

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