O Escapismo do Tempo

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Tempo emborrachado
Escorrega, destemperamentado
De repente é sol, escaldante e escarlate
De repente se faz chuva
E consome o fim da tarde
Que aplaude as passagens de nuvens
As mesmas que choram e confundem
As sombras por onde tento passar
Se movem rápido, também
E se desunem
Envaidecendo o sol, novamente imperioso

Os tronos de alcance longínquo
Se tornam brevidade
Amordaçam esta esmola de dias aflitos
Arrefecem a coragem
Em palpitação exagerada por uma nova esperança
Com expectativa para uma nova abordagem
Na imersão destes confrontos com ponteiros malucos
Envoltos numa nova cobrança.

Eis que ressurge, pra mim,
Uma outra dança
Esmiuçada de empolgação e plenitude
Mas uma nova aurora
De perpetração esnobe e impura
Rompe o destino traçado
E mais vez, vê se um bocado
Da fase de torpor se aproximando
E a passagem do tempo maluco
Faz se perder a jovem idade
E ir cedo, com saudosidade
O que deveria ir-se pouco a pouco.

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