Meu Anjo de Avô

avô-e-neto

Meu avô tinha os passos embalados
Por uma alegria toda especial
Usava chapéu de palha e camisa listrada
Meio aberta, desbotada,
Era franzino e de aura angelical.

Quanta saudade ainda permanece
Da minha infância às suas histórias regada
Dos doces de leite que trazia após suas viagens
Das frutas que pra mim colhia
Das suas risadas.

Ele cantarolava:
quando eu morrer, que for lá para o cemitério
Dou um salto do caminho..
Não vou lá, porque não quero…
Eu acreditava.

O sorriso esmaeceu
Tão breve, como os meus nove anos
E o anjo voltou ao céu

Meu grande avô, paizinho, como eu o chamava.
Viveu quando ainda eram verdes os sonhos
E toda a natureza o exaltava.

A memória não permite que ele passe
Nem a terra, onde ele morou e que ainda o acolhe
Suavemente, como se dormindo o anjo estivesse.

cahpéu

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