As Várias Faces de Meu Amor

arvore-do-amor

Eu te amo como o vento
Ao tocar as flores no inverno:
De leve, de manso
Como um carinho que tende a proceder ali e por si.

E também te amo
Como uma tempestade voraz
Que se espalha sobre as casas
Que se derrama
Por todos os poros do espaço onde encontra
Violentamente!

E meu amor às vezes é esquecido
Sabe que ama, mas esquece de dizer,
De encarar, de viver, de aproveitar,
Bem ali!
Naquela hora, sem tempo a perder,
Sem outra lembrança a estragar o momento.

Meu amor também é dramático.
De forma que entrega tantas cartas de objeções a ti,
que parecem cobranças, ou lamúrias, ou ressentimentos.
Ele grita, ele chora,
Ele diz: “Você não se importa!”
Porque quer sua atenção.
É a hora em que ele sacode a sua “tela do messenger”,
De forma irritante, para que você dispense sobre ele
Tudo que você tem de bom.
Aquele arco-íris perfumado,
aquela doçura que ele tanto almeja e requer.

Meu amor, às vezes, é irritado!
Ele se insuporta dentro de mim,
Em instantes de cegueira,
Porque sente ciúmes,
Porque sente falta de controle, ou monotonia.
E meu amor não gosta de monotonia,
De forma que se sente extremamente chato
Quando se vê sem projeção.
No fundo ele quer o romance mais ousado,
Mais intenso
E quer que nada atrapalhe.

Por vezes, meu amor é sisudo.
De forma que se fecha para o bom humor de repente.
Tanto que reclama quando seu jeitinho atrapalhado, distraído e despreocupado aparece.
Porque meu amor sisudo quer que seu amor tenha seus momentos de responsabilidade e comprometimento.
Deseja que seu “eu adulto” se imponha,
Porque precisamos evoluir, construir,
Projetar, planejar…
O tempo vem sem piedade…
E meu eu sisudo sabe o quão difíceis são as conquistas
E encara os desafios com seriedade e foco.

Mas meu amor também é alegre.
E saltita em meu peito como criança inquieta e travessa,
Quando está em momentos felizes contigo.
Nestas horas, tudo fica tão colorido
E tudo vira uma brincadeira.
A simplicidade afeta tudo o que vejo
E só seu sorriso lindo e felicidade me importam.

Meu amor tem seus ápices de grande preguiça,
Que adora seu corpinho quente ali do lado
Pra dormir muito, tendo a certeza de que ao acordar
Sentirá seu cheiro e calor…

Tenho meu amor romântico
Que morre de saudades nas noites, sozinho…
E escreve, relembrando seu sorriso, vendo fotos,
Desejando sua presença.
Nesses momentos, percebo que ele é tão forte!
Tão forte! porque ele pressiona meu peito, me fazendo sofrer pela distância…

E ele sente vontade de te ligar às três da manhã,
Pra dizer que sente muita saudade
E que você é a pessoa mais especial de sua vida!

Alternam dentro de mim, as várias faces de meu amor,
Mais ou menos teimosia ou perfume de ambrosia,
Conforme meu estado de humor.
De todo modo, o “eu te amo”, simples e puro, por ele só
É sempre verdadeiro, intenso, que dar fruto à poesia
E torna a felicidade dos nossos dias maior.

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