A Solidão que Invade

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A solidão invade meu ser e não se abate.
Sólida! Absurda! Consome e rasga os prantos desesperados.
O que a noite esconde?
Tão infinita, convulsa, febril…
Que debalde se esquiva de um amanhecer mais puro.
A incerteza que povoa a mudança é demasiada aflita,
Nestas noites insones e compridas
Que palpitam a cada passo do relógio
O gosto do vazio…
O silêncio fecundo ao longe,
A lua, também, tão só e triste.
As lembranças do que fui e do que me perdi
Mergulham no fundo da alma e reclamam.
Ah! Estas horas da noite adornam
O pensamento feito plástico derretido.
Saber que o sentimento se fez puro…bem aqui..
Na mesma solidão que o corpo repousa…
Na mesma face que escoa…
Na mesma casa e abrigo.
As sombras da noite sabem seus destinos
E desconfiam de qualquer gota de luz.
Também eu, em desatino,
Reverbero, ao fim da noite, um sonho menos algoz.

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