Sobre essas nuvens que não se demoram…

Uma ampulheta desvirtuada
Prostitui-se sem afago
Sob as nuvens que não se demoram
E eu, que temi a chuva esta tarde
Quebrantei em soluços a mesma visão amalgamada da brevidade.
Foram sonhos que se lançaram sobre relâmpagos
E vidas e eras…
Eras que se sucedem
Reinam, mas desconhecem a dimensão do consequente
Os passos sãos cada vez mais apressados e curtos
A paixão, mais superficial e doentia
O mar, menos belo e mais insano
A virtude em cheque
É divertida e trágica
A emoção é apelativa
E quando vem pura,
Os tolos esnobam e a rejeitam.
No curso estreito de todo o ciclo
A explicação para a decadência
É o fato de ser parte de um ciclo
A especialidade é subjetiva.

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