Esperança

Um dia ignóbil e soluçante
Trêmulo e de facetas desarranjadas
Sem crença no verdadeiro instante
Seguido de noites mal dormidas

Mas o que ressurge de repente
Se não há esperança
Ou uma migalha de coragem?

Os termos deste solo miserável
São de difícil elucidação
O que se ouve de tão distante
Afeta a fina dose de inspiração

Lacrimeja este dia pálido e eu fujo
Do calor dicotômico entre o bem e o mal
Para onde não se restrinjam os lábios imperfeitos
À argúcia que devassa a moral

Eu mudo para além do norte
Rastejando, mesmo que seja!
Fugindo do berço que anseia a morte

Afinal, todo o dia que sucumbe a noite
Faz sobreviver tênue esperança
E se fortalece com a luz que sobrevém:
Todo dia propicia grande mudança!

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