Tarde Transeunte

E o que a verdade reluzente
Ardente, numa tarde amarga
Ora letárgica
Requer do meu ser transeunte?
Num mundo descontente
Num lume sozinho e desvairado que ora se arrepende
Do consubstanciado legado da vida
No trânsito arrastado
Da rotina
Que necessita urgente
De amor e serenidade
De equilíbrio por debalde desventura
Iluminando os cabelos virginais
Com palavras banais e eloquentes
Que se enovelam pela saudade
Gritante
No vendaval arbitral
Cercado todo
E tresloucado
Dentro do meu ego prepotente
Não me confundas! Não fui a primeira…
E a última?
Quem me dera!
Sou o gosto apimentado que alguém prometera
Aos teus sorrisos
Aos teus suspiros
A quem tu darias a alma inteira
Sou eu! Sou!
Anjo de teus sonhos… Que flutua
Que trepida e agoniza a tua ausência
E ainda consegue ver tua essência
No fluido profético da lua.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s