Simbiose

O que eu percorro neste espaço
Que já não existe e se descolore?
Barulhos e vozes se esmaecem em torno de mim
Meus amigos, não os reconheço
E esta é uma jornada quase individual
É quase final…é quase começo…ou meados…
De um rumo ainda embrumecido.
Convide-me para mais um gole
Da loucura que se arrima na expectativa que sobrevém
Aninhado, que seja, em um otimismo especial
Convide-me para lembrar o que não se deseja
Que seja esquecido
Sim!
Aqueles mágicos espaços de tempo entre os beijos no meio da tarde.
O tempero edilício da vida,
Vejo o em você!
Em todas as suas formas, se faz em você!
E nada há neste esboço que não me emocione…
Visto que tudo que sou e quero ser, encosta-se nitidamente na esperança de que haja você por perto
Em trânsito principal e incidental com meus passos
Convide me para passear pelos versos que se constroem dos nossos sorrisos
E para acreditar nas marés e tempestades de longínquos arbítrios do além
Todos filhotes do sabor perfumado de seu olhar
Convide-me para fazer do abstrato algo mais sincrético
E da vanguarda, um terço mais simpática
Convide -me para saturar os novos tempos
E para ter a certeza de que jamais o que vivermos estará saturado
Pois que das maresias que se atravessam em meus intensos sonhos
A nebulosa prece da minha vontade jamais deixa o que é verdadeiro arrefecer.
E lá pelas tantas delongas
Do que tenho tentado
Se tudo se profetizar
E se realizar em longos traços
Os meus medos terão se desfeito
E ainda terei o teu colo macio
E é isso o que fica!
É isso tudo o que fica!
E o resto não se fez!

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